terça-feira, 22 de março de 2016

O Cavaleiro da Arvore que Ri - O Torneio de Harrenhal pelos olhos de um Cragnomano | Game of Thrones

No terceiro livro de Game Of Thrones, A Tormenta de Espadas, os irmãos Reed contam a Bran Stark uma história do Cavaleiro da Arvore que Ri e sua participação no torneio de Harrenhal. Nesta história dá pra identificar vários personagens, como por exemplo, o pai do Bran, Eddard Stark, seguido dos irmãos, Benjen Stark e Lyanna Stark, os Targaryen, Lannisters e o Howland Reed.

Os fãs levantam várias teorias sobre a identidade do Cavaleiro da Arvore que Ri e as mais plausíveis são que o Cavaleiro pode ser a Lyanna ou o Ned Stark. E por ser descrito com estatura baixa, tem também uma chance de ser o Howland Reed.

PS: Inclusive foi neste torneio que Ned e Rowland ficaram amigos. Na Torre da Alegria Ned fala que só sobreviveu por causa dele.

A seguir, confira a parte do livro que conta esta história:



- Sabem
  • histórias? - perguntou de repente aos Reed.
  • Meera soltou uma gargalhada.
  • - Ah, algumas.
  • - Algumas - admitiu o irmão.
  • - Hodor - disse Hodor, cantarolando.
  • - Podiam contar uma - disse Bran, - Enquanto caminhamos. O Hodor gosta de histórias sobre
  • cavaleiros. Eu também gosto.
  • - Não há cavaleiros no Gargalo - disse Jojen.
  • - Por cima da água - corrigiu a irmã. - Mas os pântanos estão cheios de cavaleiros mortos,
  • - Isso é verdade - disse Jojen. - Andalos e homens de ferro, Frey e outros tolos, todos os
  • orgulhosos guerreiros que tentaram conquistar a Água Cinzenta. Nem um conseguiu encontrá-la.
  • Entram no Gargalo mas não conseguem sair. E mais cedo ou mais tarde tropeçam nos pântanos,
  • afundam-se sob o peso de todo aquele aço e afogam-se lá, em suas armaduras.
  • A imagem de cavaleiros afogados debaixo d agua fez Bran arrepiar-se. Mas não levantou
  • objeções; gostava dos arrepios.
  • - Houve um cavaleiro - disse Meera - no ano da Falsa Primavera. Chamavam-no de Cavaleiro
  • da Árvore que Ri. Esse pode ter sido um cranogmano.
  • - Ou não. - O rosto de Jojen estava salpicado de sombras verdes. - Tenho certeza de que o
  • Príncipe Bran já ouviu essa história uma centena de vezes.
  • - Não - disse Bran. - Não ouvi. E, se tivesse ouvido, não me importaria. Às vezes, a Velha Ama
  • voltava a contar as mesmas histórias, mas nós nunca nos importávamos, desde que fossem boas,
  • Ela costumava dizer que as velhas histórias são como velhos amigos. Temos de visitá-las de vez
  • em quando.
  • - Isso é verdade. - Meera caminhava com o escudo nas costas, afastando do caminho um ramo
  • ou outro com a lança para rãs. Bem quando Bran já começava a achar que ela não ia contar a
  • história, começou: - Num tempo muito distante houve um moço engraçado que vivia no Gargalo.
  • Era pequeno como todos os cranogmanos, mas também era bravo, esperto e forte. Cresceu
  • caçando, pescando e subindo nas árvores e aprendeu toda a magia do meu povo.
  • Bran tinha quase certeza de que nunca ouvira aquela história.
  • - Ele tinha os sonhos verdes, como o Jojen?
  • - Não - disse Meera mas era capaz de respirar lama e correr sobre folhas e transformar a terra
  • em água e a água em terra só com uma palavra murmurada. Sabia falar com as árvores, tecer
  • palavras e fazer castelos aparecerem e desaparecerem.
  • - Gostaria de saber fazer isso - disse Bran em tom de lamento. - Quando é que ele conhece o
  • cavaleiro da árvore?
  • Meera fez-lhe uma careta.
  • - Mais depressa, se um certo príncipe ficasse calado.
  • - Estava só perguntando.
  • - O rapaz conhecia as magias dos pântanos - prosseguiu ela -, mas queria mais. É que o nosso
  • povo raramente viaja para longe de casa. Somos gente pequena, e nossos costumes parecem
  • estranhos para certas pessoas, de modo que as pessoas grandes nem sempre nos tratam bem.
  • Mas esse rapaz era mais ousado do que a maioria, e um dia, depois de chegar à idade adulta,
  • decidiu que iria deixar os pântanos para visitar a Ilha das Caras.
  • - Ninguém visita a Ilha das Caras - questionou Bran. - E onde vivem os homens verdes.
  • - Eram os homens verdes que ele queria encontrar. Portanto vestiu uma camisa com escamas
  • de bronze cosidas a ela, como a minha, pegou um escudo de couro e uma lança de três dentes,
  • como os meus, e desceu o Ramo Verde remando num pequeno barco de casco de couro.
  • Bran fechou os olhos para tentar ver o homem em seu pequeno barco de casco de couro. Na
  • sua cabeça, o cranogmano parecia-se com Jojen, só que mais velho e forte e vestido como Meera.
  • - Passou por baixo das Gêmeas de noite, para que os Frey não o atacassem, e quando chegou
  • ao Tridente, saiu do rio, pôs o barco na cabeça e começou a caminhar. Demorou muitos dias, mas
  • por fim chegou ao Olho de Deus, atirou o barco no lago e remou até a Ilha das Caras.
  • - E encontrou os homens verdes?
  • - Sim - disse Meera -, mas essa é outra história, e não cabe a mim contá-la. O meu príncipe
  • pediu cavaleiros.
  • - Homens verdes também são bons.
  • - São mesmo - concordou ela, mas nada mais disse sobre eles. - O cranogmano ficou na ilha
  • durante todo esse inverno, mas quando a primavera desabrochou, ouviu o grande mundo a
  • chamá-lo e soube que era hora de partir. Seu barco de couro estava exatamente no local onde o
  • deixara, por isso fez suas despedidas e remou para terra firme. Remou e remou, e por fim viu as
  • distantes torres de um castelo erguendo-se junto ao lago. As torres subiam cada vez mais, à
  • medida que ia se aproximando da margem, até que ele percebeu que aquele devia ser o maior
  • castelo do mundo inteiro.
  • - Harrenhal! - compreendeu Bran de imediato, - Era Harrenhal!
  • Meera sorriu.
  • - Seria? À sombra das suas muralhas viu tendas de muitas cores, brilhantes estandartes
  • balançando ao vento, e cavaleiros vestidos de cota de malha ou de placas de aço e montados em
  • cavalos couraçados. Sentiu o cheiro de carne assando e ouviu o som de risos e o clangor das
  • trombetas dos arautos. Um grande torneio estava prestes a começar, e tinham vindo campeões de
  • todo o território para conquistá-lo. O próprio rei encontrava-se presente, com seu filho, o
  • príncipe-dragão. As Espadas Brancas tinham vindo, para receber um novo irmão em suas fileiras.
  • O senhor da tempestade andava por lá, bem como o senhor da rosa. O grande leão do rochedo
  • tinha brigado com o rei e acabou se mantendo afastado, mas muitos de seus vassalos e cavaleiros
  • compareceram mesmo assim. O cranogmano nunca vira tamanha pompa, e sabia que talvez
  • nunca mais voltaria a ver coisa igual. Parte de si nada mais desejava do que participar daquilo.
  • Bran conhecia bastante bem essa sensação. Quando era pequeno, só sonhava em ser um
  • cavaleiro. Mas isso fora antes de cair e perder as pernas,
  • - A filha do grande castelo reinava como rainha do amor e da beleza quando o torneio começou.
  • Cinco campeões tinham jurado defender a sua coroa; seus quatro irmãos de Harrenhal e seu tio
  • famoso, um cavaleiro branco da Guarda Real.
  • - Era uma donzela bela?
  • - Era - disse Meera, saltando sobre uma pedra -, mas havia outras ainda mais belas. Uma era a
  • esposa do príncipe-dragão, que havia trazido uma dúzia de damas de companhia para servi-la.
  • Todos os cavaleiros lhe suplicavam favores para atar em volta de suas lanças.
  • - Isso não vai ser uma daquelas histórias de amor, não é? - perguntou Bran, desconfiado. - O
  • Hodor não gosta lá muito dessas.
  • - Hodor - disse Hodor, concordando.
  • - Ele gosta das histórias em que os cavaleiros lutam com monstros.
  • - As vezes os monstros são os cavaleiros, Bran. O pequeno cranogmano caminhava pelo
  • campo, desfrutando do dia quente de primavera e sem fazer mal a ninguém, quando foi atacado
  • por três escudeiros, Nenhum deles tinha mais de quinze anos, mesmo assim eram maiores do que
  • ele, todos os três. Do modo como viam as coisas, aquele mundo era deles, e o cranogmano não
  • tinha o direito de estar lá. Roubaram sua lança e atiraram-no ao chão, e o chamaram de papa-rãs,
  • - Eram Walder? - parecia algo que o Pequeno Walder Frey poderia ter feito.
  • - Nenhum deles disse o nome, mas ele guardou bem seus rostos na memória, para que
  • pudesse se vingar mais tarde. Derrubaram-no toda vez que tentou se levantar, e chutaram-no
  • quando se enrolou sobre si mesmo no chão. Mas então ouviram um rugido. "Esse que chutam é
  • vassalo de meu pai", uivou a loba.
  • - Uma loba com quatro patas, ou com duas?
  • - Duas - disse Meera. - A loba meteu-se no meio dos escudeiros com uma espada de torneio,
  • fazendo-os debandar. O cranogmano estava machucado e ensangüentado, por isso ela levou-o
  • para a sua toca, para limpar as feridas e cobri-las com linho. Aí, ele conheceu os irmãos de matilha
  • dela: o lobo selvagem que os liderava, o lobo calado ao seu lado e o lobinho que era o mais novo
  • dos quatro.
  • "Nessa noite, haveria um banquete em Harrenhal, para anunciar a abertura do torneio, e a loba
  • insistiu em que o rapaz comparecesse. Ele era de elevado nascimento, com tanto direito a um
  • lugar no banco como qualquer outro homem. Não era fácil contrariar aquela donzela-lobo, e assim
  • ele deixou que o jovem lobinho lhe arranjasse um traje adequado para um banquete real e
  • dirigiu-se ao grande castelo.
  • "Comeu e bebeu sob o teto de Harren, com os lobos e também com muitas das espadas a eles
  • juramentadas, homens das terras acidentadas, e também alces, ursos e tritões. O príncipe-dragão
  • cantou uma canção tão triste que fez a donzela-lobo soluçar, mas quando o seu irmão lobinho
  • caçoou dela por chorar, ela derramou vinho na cabeça dele. Um irmão negro interveio, pedindo aos
  • cavaleiros para se juntarem à Patrulha da Noite. O senhor da tempestade derrotou o cavaleiro dos
  • crânios e beijos numa batalha de copos de vinho. O cranogmano viu uma donzela com sorridentes
  • olhos púrpuras dançando com uma espada branca, uma serpente vermelha e o senhor dos grifos,
  • e por fim com o lobo silencioso... mas só depois que o lobo selvagem falou com ela em nome do
  • irmão, que era tímido demais para sair de seu banco.
  • "No meio de toda aquela alegria, o pequeno cranogmano vislumbrou os três escudeiros que o
  • tinham atacado. Um deles servia um cavaleiro forquilha; outro, um porco- -espinho, enquanto o
  • terceiro assistia um cavaleiro com duas torres em seu sobretudo, um símbolo que todos os
  • cranogmanos conhecem bem."
  • - Os Frey - disse Bran. - Os Frey da Travessia.
  • - Então, assim como agora - concordou ela. - A donzela-lobo também os viu e mostrou-os aos
  • irmãos. "Podia arranjar-lhe um cavalo e uma armadura que talvez servisse", ofereceu o lobinho, O
  • pequeno cranogmano agradeceu, mas não respondeu. Tinha o coração dividido. Os cranogmanos
  • são menores do que a maioria dos homens, mas igualmente orgulhosos. O rapaz não era
  • cavaleiro, nenhum dos seus era. Sentamo-nos mais freqüentemente num barco do que num
  • cavalo, e nossas mãos são feitas para remos, não para lanças. Por mais que desejasse obter sua
  • vingança, temia não fazer mais do que papel de bobo, envergonhando seu povo. O lobo silencioso
  • ofereceu ao pequeno cranogmano um lugar em sua tenda naquela noite, mas este, antes de
  • dormir, ajoelhou-se na margem do lago, olhando por sobre a água para onde a Ilha das Caras
  • deveria estar, e proferiu uma prece aos deuses antigos do Norte e do Gargalo...
  • - Seu pai nunca lhe contou essa história? - perguntou Jojen.
  • - Era a Velha Ama quem contava histórias. Meera, continue, não pode parar aí.
  • Hodor devia sentir o mesmo.
  • - Hodor - disse, e depois: - Hodor hodor hodor hodor.
  • - Bem - disse Meera -, se quer ouvir o resto...
  • - Sim. Conte.
  • - Estavam planejados cinco dias de justas - disse ela. - Também haveria uma grande luta corpo
  • a corpo entre sete equipes, e torneios de tiro ao alvo e arremesso de machados, uma corrida de
  • cavalos e um torneio de cantores...
  • - Isso tudo não interessa. - Bran contorceu-se impacientemente no cesto que o prendia às
  • costas de Hodor, - Conte o que aconteceu nas justas.
  • - As ordens de meu príncipe. A filha do castelo era a rainha do amor e da beleza, com quatro
  • irmãos e um tio para defendê-la, mas todos os quatro filhos de Harrenhal foram derrotados no
  • primeiro dia. Os vencedores tiveram breves reinados como campeões, até serem, por sua vez,
  • derrotados. Aconteceu que, no fim do primeiro dia, o cavaleiro do porco-espinho conquistou um
  • lugar entre os campeões, e na manhã do segundo dia o cavaleiro da forquilha e o cavaleiro das
  • duas torres também saíram vitoriosos. Mas, ao fim da tarde desse segundo dia, quando as
  • sombras se tornavam longas, um misterioso cavaleiro surgiu na liça.
  • Bran assentiu com a cabeça, com ar sabedor. Cavaleiros misteriosos apareciam freqüentemente
  • nos torneios, com elmos que escondiam seus rostos, e escudos ora vazios ora
  • ostentando um símbolo estranho qualquer. Às vezes eram campeões famosos sob disfarce. O
  • Cavaleiro do Dragão certa vez ganhara um torneio como o Cavaleiro das Lágrimas, para poder
  • nomear a irmã rainha do amor e da beleza no lugar da amante do rei. E Barristan, o Ousado, vestiu
  • por duas vezes uma armadura de cavaleiro misterioso, a primeira quando tinha apenas dez anos,
  • - Aposto que era o pequeno cranogmano.
  • - Ninguém soube - disse Meera -, mas o cavaleiro misterioso era de baixa estatura e usava uma
  • armadura que mal lhe servia, feita de partes avulsas. O símbolo que trazia no escudo era uma
  • árvore-coração dos velhos deuses, um represeiro branco com uma cara vermelha sorrindo.
  • - Talvez tenha vindo da Ilha das Caras - disse Bran. - Era verde? - Nas histórias da Velha Ama,
  • os guardiães tinham pele verde-escura e folhas no lugar dos cabelos. As vezes também tinham
  • chifres, mas Bran não via como o cavaleiro misterioso poderia ter usado um elmo se tivesse
  • chifres. - Aposto que foram os deuses antigos que o enviaram.
  • - Talvez tenham sido. O cavaleiro misterioso saudou o rei com a lança e dirigiu-se para o fim da
  • liça, onde os cinco campeões tinham seus pavilhões. Sabe quais foram os três que ele desafiou.
  • - O cavaleiro do porco-espinho, o cavaleiro da forquilha e o cavaleiro das torres gêmeas. - Bran
  • ouvira histórias suficientes para saber isso. - Era o pequeno cranogmano, bem que eu disse.
  • - Fosse quem fosse, os deuses antigos deram força ao seu braço, O cavaleiro do porco-espinho
  • foi o primeiro a cair, seguido pelo da forquilha e, por fim, o das duas torres foi derrubado. Nenhum
  • deles era apreciado, por isso os plebeus aplaudiram vigorosamente o Cavaleiro da Arvore que Ri,
  • nome pelo qual o novo campeão começou rapidamente a ser conhecido. Quando seus adversários
  • caídos procuraram resgatar cavalos e armaduras, o Cavaleiro da Arvore que Ri falou numa voz
  • trovejante através do elmo:"Ensinem honra aos seus escudeiros, isso será um resgate suficiente".
  • Depois de os cavaleiros derrotados terem punido severamente os escudeiros, seus cavalos e
  • armaduras foram restituídos. E, assim, as preces do pequeno cranogmano foram atendidas.,,
  • pelos homens verdes, pelos deuses antigos ou pelos filhos da floresta, quem saberá?
  • Era uma boa história, decidiu Bran depois de pensar nela por um momento ou dois.
  • - O que aconteceu depois? O Cavaleiro da Arvore que Ri ganhou o torneio e se casou com uma
  • princesa?
  • - Não - disse Meera, - Nessa noite, no grande castelo, tanto o senhor da tempestade como o
  • cavaleiro dos crânios e dos beijos juraram que iriam desmascará-lo, e o próprio rei exortou os
  • homens a desafiá-lo, declarando que o rosto por trás do elmo não era seu amigo. Mas, na manhã
  • seguinte, quando os arautos sopraram suas trombetas e o rei ocupou seu lugar, só dois campeões
  • apareceram. O Cavaleiro da Arvore que Ri tinha desaparecido. O rei ficou furioso, e até mandou o
  • filho, o príncipe-dragão, procurar o homem, mas tudo que encontraram foi seu escudo pintado,
  • abandonado, pendendo de uma árvore. No fim, foi o príncipe-dragão que ganhou o torneio.
  • - Oh. - Bran refletiu um pouco acerca da história. - Foi uma boa história, Mas, em vez dos
  • escudeiros, os três cavaleiros maus deviam ter machucado o homem. Então, o pequeno
  • cranogmano poderia ter matado os três. A parte dos resgates é estúpida. E o cavaleiro misterioso
  • devia ter ganhado o torneio, derrotando todos os que o desafiassem, e nomeado a donzela-lobo
  • rainha do amor e da beleza.
  • - Ela foi nomeada - disse Meera mas essa é uma história mais triste.
  • - Tem certeza de que nunca ouviu essa história antes, Bran? - perguntou Jojen. - O senhor seu
  • pai nunca a contou para você?
  • Bran sacudiu a cabeça. O dia já estava acabando a essa altura, e longas sombras rastejavam
  • pelos flancos das montanhas, enviando dedos negros por entre os pinheiros.
  • Se o pequeno cranogmano pôde visitar a Ilha das Caras, eu talvez também possa. Todas as
  • histórias concordavam em que os homens verdes possuíam estranhos poderes mágicos. Talvez
  • pudessem ajudá-lo a voltar a andar, ou até a transformá-lo num cavaleiro. Transformaram o
  • pequeno cranogmano num cavaleiro, mesmo que só por um dia, pensou. Um dia seria suficiente.




terça-feira, 8 de março de 2016

50 Tons de Cinza e a Polêmica do BDSM (18+)

[POST RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS]
50 Tons de Cinza: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos...
Livro - Cinquenta Tons de Cinza em PROMOÇÃO AQUI

A polemica gerada desse livro é o machismo, muitas pessoas afirmam que as práticas do empresário Christian Grey, retratadas no livro e filme, vão contra o feminismo e demonstra atitudes extremamente machistas. Já os adeptos do BDSM (do acrônimo Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) afirmam que a autora apresentou a prática de forma muito ligeira e sutil e que o relacionamento dos protagonistas vai contra a regra básica: precisa ser consensual.

Se você, assim como muitos ainda são leigos em relação a essa pratica, e fica perdido quando vê pessoas discutindo o assunto, separamos informações que explicam o básico do que é BDSM.

Lembrando que na real, BDSM não é machista, a mulher também pode ser a dominadora, isso vai de cada casal e o gosto da pessoa. Essa pratica no ato sexual engloba varias coisas, não só o fetiche de "bater e apanhar", mas também o ato de usar fantasias ou coisas parecidas.

As siglas de BDSM agrupam diversas práticas sexuais que se podem levar todas a cabo ou optar por alguma que lhe gere maior prazer ou atração:

B - Bondage
D - Dominação
S - Submissão e sadismo
M - Masoquismo

Bondage é a arte de amarrar pessoas, seja pela estética, pela restrição ou pelo prazer erótico. Existem muitas técnicas para muitos fins diferentes e pode ser feito tanto com cordas quanto algemas, correntes ou grilhões. Há pessoas que sentem tanto prazer em estar amarradas que praticam bondage em si mesmas.

Disciplina diz respeito à técnica de disciplinar ou ser disciplinado por uma pessoa para os mais diversos fins. Embora seja consentida, a disciplina geralmente vai além de uma simples relação de dominação porque, para reforçar as mudanças de comportamento desejadas, é preciso manipular a pessoa a ser treinada e fazê-la ultrapassar os próprios limites. Embora o reforço seja muitas vezes feito com tapas ou espancamentos, também pode ser feito impedindo a pessoa de, por exemplo, comer o prato favorito ou assistir televisão.

Dominação e submissão é uma dinâmica de relacionamento onde uma pessoa se submete a outra, que toma o controle da situação. É o caso de alguém que permite que outra pessoa o amarre, humilhe, espanque e mande fazer coisas, por objetivos que podem ser ou não ser sexuais. Há gente que gosta de uma dominação estritamente financeira, outras pessoas gostam que o dominador controle a rotina, as roupas, a dieta.

Sadismo é quando uma pessoa sente prazer em provocar dor a outra pessoa. Fora do BDSM, sádico é o adjetivo que normalmente damos a pessoas que consideramos muito cruéis, como estupradores ou serial killers. No BDSM, podemos usar a palavra sadista, para destacar pessoas que gostam de um tipo de sexo seguro e consentido onde podem causar dor em seus parceiros.

Masoquismo é o oposto de sadismo e é quando alguém gosta de receber dor. A palavra também tem conotações diferentes fora do BDSM, geralmente sendo usada para descrever pessoas deprimidas, que gostam de se expor a situações ruins e depois contam as mágoas da vida. No BDSM, masoquista é só uma pessoa que sente prazer em sentir dor, prazer esse que não é necessariamente erótico.


Se você é o tipo de pessoa que não se interessa por nenhum tipo de fantasia, fetiche e prefere algo mais "normal", existe um nome pra você. Baunilha.
O termo baunilha se deve pelo fato do sorvete de baunilha (creme), ser o mais comum, convencional e consumido no mundo. Daí vem o termo sexo baunilha. Sexo baunilha é aquele sexo convencional, sem graça, papai e mamãe. Se você é, ou conhece uma pessoa que só faz sexo baunilha, essa pessoa é um baunilha.

Aliás, o termo baunilha é usado de maneira diferente por diferentes comunidades. Muitos utilizam o termo baunilha para pessoas que não incluem fetiche algum a suas atividades sexuais. Sadomasoquistas dizem que o sexo baunilha é o sexo que não é S&M.


Vale lembrar que ainda existe um preconceito muito forte com as pessoas que leram ou gostam da história do 50 tons de Cinza. É aquele velho preconceito literário, em que infelizmente está longe de acabar e que faz com que algumas pessoas achem que isso define algo na vida de quem lê.

O livro também recebeu vários apelidos, tais como “pornô para mamães” e “Cinderela tarada”, entre outros.

Significados encontrados em: Lugar de Mulher e Anna Fetish 

Machado de Assis + Download Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
E hoje iremos disponibilizar para download duas obras deste autor. Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Quem prestou vestibular muito provavelmente teve que ler essas obras para estudar, e para quem não sabe, elas são de domínio publico, ou seja, pode ser compartilhada sem ter que pagar. Portanto, esperamos que gostem!

Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas - DOWNLOAD

Nota: LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.
Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos direitos patrimoniais, pertencem ao domínio público:
I - as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores;
II - as de autor desconhecido, ressalvada a proteção legal aos conhecimentos étnicos e tradicionais.


Conheça mais obras
Romances
Ressurreição, (1872)
A mão e a luva, (1874)
Helena, (1876)
Iaiá Garcia, (1878)
Memórias Póstumas de Brás Cubas, (1881)
Casa Velha, (1885)
Quincas Borba, (1891)
Dom Casmurro, (1899)
Esaú e Jacó, (1904)
Memorial de Aires, (1908)

Coletânea de Poesias
Crisálidas, (1864)
Falenas, (1870)
Americanas, (1875)
Ocidentais, (1880)
Poesias Completas, (1901)

Coletânea de contos
Contos Fluminenses, (1870)
Histórias da Meia-Noite, (1873)
Papéis Avulsos, (1882)
Histórias sem Data, (1884)
Várias Histórias, (1896)
Páginas Recolhidas, (1899)
Relíquias da Casa Velha, (1906)

Peças de teatro
Hoje Avental, Amanhã Luva, (1860)
Desencantos, (1861)
O Caminho da Porta, (1863)
O Protocolo, (1863)
Teatro, (1863)
Quase Ministro, (1864)
Os Deuses de Casaca, (1866)
Tu, só tu, puro amor, (1880)
Não Consultes Médico, (1896)
Lição de Botânica, (1906)
Traduções
Queda que as mulheres têm para os tolos, (1861).

Contos selecionados
"A Cartomante"
"Miss Dollar"
"O Alienista" (†)
"Teoria do Medalhão"
"A Chinela Turca"
"Na Arca"
"D. Benedita"
"O Segredo do Bonzo"
"O Anel de Polícrates"
"O Empréstimo"
"A Sereníssima República"
"O Espelho"
"Um Capricho"
"Brincar com Fogo"

Contos selecionados
"Uma Visita de Alcibíades"
"Verba Testamentária"
"Noite de Almirante"
"Um Homem Célebre"
"Conto de Escola"
"Uns Braços"
"A Cartomante"
"O Enfermeiro"
"Trio em Lá Menor"
"O Caso da Vara"
"Missa do Galo"
"Almas Agradecidas"
"A Igreja do Diabo"

Obras póstumas
Critica (1910)
Outras Relíquias, contos (1921)
A Semana, Crônica - 3 Vol. (1914, 1937)
Páginas Escolhidas, Contos (1921)
Novas Relíquias, Contos (1932)
Crônicas (1937)
Contos Fluminenses - 2º Vol. (1937)
Crítica Literária (1937)
Crítica Teatral (1937)
Histórias Românticas (1937)
Páginas Esquecidas (1939)
Casa Velha (1944)
Diálogos e Reflexões de um Relojoeiro (1956)
Crônicas de Lélio (1958)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Top 5: Curiosidades sobre a série Breaking Bad

Breaking Bad é uma premiada série de televisão americana criada e produzida por Vince Gilligan que retrata a vida do químico Walter White, um homem brilhante frustrado em dar aulas para adolescentes do ensino médio enquanto lida com um filho sofrendo de paralisia cerebral, uma esposa grávida e dívidas intermináveis. Quando o já tenso White é diagnosticado com um câncer no pulmão, o mesmo sofre um colapso e abraça uma vida de crimes, começando a produzir e vender metanfetaminas com o seu ex-aluno Jesse Pinkman para assegurar o futuro financeiro de sua família após sua morte.


A série foi originalmente exibida pelo canal de televisão por assinatura AMC, onde estreou no dia 20 de janeiro de 2008 e, depois de cinco temporadas de sucesso, teve seu último episódio transmitido no dia 29 de setembro de 2013.

Para os novos fãs da série separamos algumas curiosidades, se você já é fã há um tempo provavelmente já sabe, mas se ainda não, enjoy :)

1. A famosa “blue meth” (metanfetamina azul), na realidade, é feita com o mesmos componentes de um algodão doce e tingidas com corante azul. Aaron Paul, ator que interpreta Jesse Pinkman na série, disse ser viciado nas balas de tão saborosas.

2. Segundo a Dra. Donna Nelson , professora de química na Universidade de Oklahoma, que presta consultoria para a série, quando você cristaliza os cristais de metilamina, eles geralmente vêm com uma coloração amarela por causa de impurezas, sendo que seria impossível ter essa cor azul, mas o autor queria que a droga tivesse essa coloração e acabou passando como uma “lincença artística”.

3. A atriz Julia Minesci, ficou tão convincente como a prostituta viciada Wendy, que durante as filmagens, um homem em uma van, abordou a mesma para um programa, Julia entrou no carro achando que fazia parte da filmagem, mas a produção correu a tempo de explicar ao motorista que ela estava interpretando. Julia ainda brincou que se soubesse poderia ter feito um extra e ter ganho vinte dólares com o programa.

4. Vince Gilligan, autor da série, também escreveu o filme Hancock, estrelado por Will Smith em 2008.

5. Jesse Pinkman no roteiro original, iria morrer na primeira temporada, mas devido ao sucesso do ator, eles o mantiveram na série. Mais tarde Vince Gilligan admitiu que seria um erro colossal matar Jesse.

Fonte: lista10