quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Viagem a Paris, por Carlos Drummond De Andrade


- Ouvi dizer que vai a Paris.
- Exato.
- A negócio?
- Não.
- Turista?
- Não.
- Missão política reservada?
- Não.
- Tão secreta assim?
- Não.
- Se não sou indiscreto...transa de amor?
- Não.
- Está muito misterioso.
- Não.
- Como não? Saúde, talvez.
- Não.
- Compreendo que não queira alarmar...
- Não.
- Busca apenas repouso.
- Não
- Fugir do trabalho, então.
- Não.
- Capricho do momento.
- Não.
- Tantos não devem significar um sim.
- Não.
- Significam sim. Vou repetir as hipóteses.
- Não.
- Temos pela frente uma indústria nova, de vulto.
- Não.
- De qualquer maneira, é financiamento internacional.
- Não.
- Então a coisa está ficando preta.
- Não.
- Está preta, e há jogadas que só em Paris.
- Não.
- Percebe-se alguma coisa no ar.
- Não.
- Não dá para perceber, mas há.
- Não.
- Mas pode haver a qualquer momento.
- Não.
- Nem hipótese?
- Não.
- Nenhuma nuvem distante, muito distante mesmo?
- Não.
- No ano que vem?
- Não.
- Ouvi mal?
- Não.
- Sendo assim, é segredo pessoal?
- Não.
- O coração é quem dita a viagem... eu sei.
- Não.
- Sim, sim. Pode confessar.
- Não.
- Hoje em dia essas coisas são públicas. Dão até cartaz.
- Não.
- Sei que não precisa disso, mas...
- Não.
- Por que não? Está com medo da imprensa?
- Não.
- Receia perder a situação social?
- Não.
- A situação financeira?
- Não.
- Política?
- Não
- Pois olhe, melhor é preparar o ambiente.
- Não.
- Claro que sim. Insinuar mudança em sua vida.
- Não.
- Discretamente.
- Não.
- De leve, só uma pincelada. Deixe comigo.
- Não.
- Não abro manchete nem boto aquela foto em duas colunas, aquela bacana, lembra?
- Não.
- Só cinco linhas.
- Não.
- Duas.
- Não.
- Mas tenho de dizer alguma coisa.
- Não.
- O senhor é notícia.
- Não.
- Pode dizer que não, mas é sim.
- Não.
- Puxa vida, o senhor hoje está medonho. Resolveu responder não a tudo que é pergunta minha?
- Não.
- Ah, é? Então vamos recomeçar: o senhor vai a Paris?
- Vou.
- E que é que vai fazer em Paris?
- Ver.
- Ver o quê?
- O Último Tango em Paris.
- E por que é que não me disse isso logo, homem de Deus?
- Você não me perguntou, por que eu havia de responder?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Arte nas unhas | Cultura POP

Esse post vai para as meninas que são fãs de pintar a unha de forma diferente. Separamos aqui algumas pinturas que achamos super bacana e que estão relacionadas a cultura pop, tema sempre presente aqui no blog. Esperamos também que sirva de inspiração! Confira:









(Para as fãs de Big Fish e Amélie Poulain ♥)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Relembre 13 incríveis personagens de Helena Bonham Carter


Helena Bonham Carter (Londres, 26 de maio de 1966) é uma atriz britânica. Bonham Carter fez sua estreia em filmes na obra de K. M. Peyton, A Pattern of Roses, antes de aparecer em seu primeiro papel protagônico como Lady Jane. É mais conhecida por interpretar Bellatrix Lestrange na série Harry Potter, sua performance indicada ao Oscar como Kate Croy em The Wings of the Dove (Asas do Amor), sua interpretação indicada ao Globo de Ouro da Sr.ª Lovett em Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet), e sua interpretação indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e Globo de Ouro na mesma categoria da Rainha Elizabeth em The King's Speech (O Discurso do Rei) além de suas outras colaborações com Tim Burton, com quem tinha uma união estável desde 2001.

Abaixo está uma lista de alguns dos papeis mais famosos de Helena, confira:

Henry VIII - Anne Boleyn

Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) - Ari

Harry Potter  - Bellatrix Lestrange

A Noiva Cadaver (Corpse Bride) - Corpse Bride

Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (Big Fish) – Jenny

Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas  (Big Fish) - The Witch

Clube da Luta (Fight Club) - Marla Singer

Sombras da Noite (Dark Shadows) - Dr. Julia Hoffman

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) - Red Harrington

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) - Mrs. Lovett

Lady Jane - Lady Jane Grey

Conversa de Mulheres (Women Talking Dirty) - Cora

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) - Red Queen

sábado, 31 de outubro de 2015

Happy Halloween: Contos de Terror


A Mão Lambida

Uma linda jovem está sozinha em casa, apenas com seu cachorro para protege-la. No noticiário da TV foi dito que havia um serial killer à solta em sua vizinhança. Antes de ir para a cama ela tranca todas as portas, mas não consegue travar uma das janelas da cozinha. Ela decide então deixa-la apenas encostada, tranca a porta que leva ao resto da casa e vai dormir. Seu cão vai para seu lugar costumeiro embaixo da cama.

No meio da madrugada ela acorda com um som goteijante vindo de seu banheiro. Ainda sonolenta ela sente a confortante lambida em sua mão e volta a dormir sentindo-se protegida. Desperta novamente com o barulho no banheiro, estende a mão e lá está seu fiel guardião com sua língua úmida. Curiosa sobre o estranho som, ela levanta e lentamente caminha em direcão ao corredor. O barulho vai ficando cada vez mais alto conforme ela se aproxima do banheiro. Ao acender as luzes ela se depara com uma imagem horrível: pendurado nos fios do chuveiro está seu cachorro, com a garganta cortada e seu sangue pingando pelo chão azuleijado.

Pelo espelho algo chama sua atenção, ao virar se ela vê escrito na parede com o sangue de seu pobre cãozinho "Humanos também lambem."

Os Retratados

Havia um caçador na floresta que depois de perseguir uma presa por um longo tempo acabou se perdendo. Estava anoitecendo e sem ter o sol para se orientar decidiu seguir uma mesma direção até que conseguisse sair da floresta. Depois de algumas horas com a mata cada vez mais fechada finalmente encontrou uma clareira com uma cabana ao centro. Percebendo o quão escuro estava, decidiu perguntar se poderia passar a noite ali. Aproximou-se e encontrou a porta aberta e ninguém a vista. Deitou-se em uma cama de solteiro decidido a explicar-se com o dono do local pela manhã.

Ao olhar o interior da cabine ficou surpreso com os retratos que enfeitavam as paredes. Todos tinham detalhes incríveis e pareciam olhá-lo com feições de raiva e maldade. Ao encarar as pinturas ele foi ficando cada vez mais incomodado. Até que tentando ignora-las virou para a parede e exausto caiu em um sono profundo.

Na manhã seguinte ao acordar, caçador foi surpreendido por uma inesperada luz do sol nos seus olhos. Ao olhar melhor percebeu que a cabana não tinha retratos, mas sim janelas.


Fonte: 9gag
Tradução: Saulo Baia Lopes