quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A história sem fim, de Michael Ende


"O rapaz fez que não com a cabeça. 
— Em outras palavras, você é um molengão, não é verdade? disse o Sr. Koreander.
Bastian encolheu os ombros. 
— Mas falar você sabe, disse o Sr. Koreander. Por que não responde quando eles zombam de você?
— Já fiz isso uma vez...
— E o que aconteceu?
— Eles me colocaram numa lata de lixo e amarraram a tampa. Fiquei chamando umas duas horas até que alguém me ouviu.
— Hum, resmungou o Sr. Koreander, e agora você não se atreve a fazer outra vez a mesma coisa.

Bastian fez que sim com a cabeça.
— Tudo isso quer dizer, concluiu o Sr. Koreander, que você é um medroso.

Bastian baixou a cabeça.
— Mas aposto que você é um bom aluno, não é? O melhor da classe, que só tira dez, o preferido dos professores, ou não?
— Não, disse Bastian, mantendo os olhos baixos. No ano passado eu repeti.
— Pelo amor de Deus! exclamou o Sr. Koreander. Então você é um fracasso total.

Bastian não disse nada. Deixou-se simplesmente ficar onde estava, os braços caídos, o casaco pingando.
— O que é que eles dizem quando zombam de você?, quis saber o Sr. Koreander.
— Não sei... Tudo o que lhes vem à cabeça.
— Por exemplo?
— Gordo, Gordão! Parece um balão! Quando sobe na árvore se esborracha no chão! 

— Esta não tem muita graça, disse o Sr. Koreander. E que dizem mais?
Bastian hesitou antes de responder:
— Maluco, cabeça de vento, mentiroso, convencido...
— Maluco? Por quê? 

— Sabe, às vezes eu falo sozinho.
— E o que é que você fica falando?
— Imagino histórias, invento nomes e palavras que ainda não existem e outras coisas assim.
— E você conta essas coisas para você mesmo? Por quê?
— Porque não interessam a mais ninguém."

A história sem fim, de Michael Ende.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

12 Grandes Frases do Filme "O Iluminado"



"Here's Johnny"

Existe algum outro filme que teve um impacto maior em fãs de terror e suspesnse, do que a adaptação do livro de Stephen king "O Iluminado" feita por Stanley Kubrick? É difícil pensar em outro filme que tenha gerado mais imagens icônicas e citações na cultura pop. Com todo respeiro ao grande Stephen king, que não ficou tão satisfeito com a versão de seu livro para o cinema, não há duvidas que Kubrick criou uma memorável e perturbadora obra-prima do terror. Aqui estão algumas de nossas citações favoritas.

"Eu vou esmagar seu cérebro... Luz da minha vida."


"Muito trabalho e pouca diversão faz de Jack um garoto entediado."


"Você está me distraindo!"


"Eu quero que você se divirta."


"Bela festa, não é mesmo?"


"Isso não é real."


"Tudo bem mamãe, eu sei o que é canibalismo, eu já vi isso na tv."


"Sr. Hallorann, esse lugar te assusta?"


"Você realmente quer morar naquele hotel no inverno?"


"Porquinhos, porquinhos, deixem me entrar."


"Deus, eu daria qualquer coisa por uma bebida... Eu daria minha maldita alma por apenas um copo de cerveja!"


Fonte: Serial Killer Shop
Tradução: Saulo Baia Lopes

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O caminho para felicidade

Acho que há um momento na vida de toda pessoa onde ela questiona seu lugar no mundo, suas escolhas e se tem feito de tudo para encontrar a felicidade. Creio que naquele momento é como se o mundo parasse e apenas as questões martelassem em seu cérebro.

Acontece com todo mundo. Faz parte da vida. Você olha para alguém que talvez nunca se esforçou realmente e ela está conseguindo ganhar grandes coisas e ser grandes coisas e você está estacionado em algum universo paralelo que mostra que sua vida é um tédio, você não tem vivido o suficiente para se julgar alguém que mereça a felicidade e em um desses dias em meias reflexões depreciativas uma luz surge.

Você entende que a culpa não é de ninguém, você percebe que todas as escolhas estiveram abertas e foi você que fez todas erradas e nunca lutou o suficiente para chegar a algum lugar. Você percebe que a felicidade não pode estar projetada numa outra pessoa, ela está projetada no que você toma como sonho, transforma em objetivo e faz de tudo para alcançá-lo.

Nenhuma jornada é fácil, mas qual seria a graça de acompanhar o Frodo se ele não tivesse obstáculos ou se Harry fosse famoso e vivesse tranqüilo sem Voldemort em seu encalço. Imaginou essas histórias? Qual seria a graça delas se eles não tivessem lutado por seus objetivos?

Então, olhar para trás nunca é a melhor escolha. Esperar que exista alguém que possa te apoiar também não, pois se você não acredita em você mesmo como espera que alguém o faça e como espera que alguém imagine que você pode alcançar, pessoas lutam todos os dias e parecem nunca conseguir, mas elas lutaram o suficiente?

Você fez o suficiente para chegar lá na frente e dizer: consegui ou deu errado, mas eu tentei. O que faz de você homem? O que faz de você mulher? O que nos faz seres racionais?

O que faz de você um sonhador?

Se algum dia alguém encontrar um caminho fácil pela vida, avise ao mundo.

O que aconteceu no passado é passado, você não pode mudar o passado. Você só pode fazer escolhas diferentes no presente para ter um futuro melhor.

Lembre-se da sua criança interior, seja criativo ao máximo. A criatividade parece estar ruindo aos poucos, não deixe essa coisa linda fugir de você, não deixe o mundo lhe dizer quem você é.

Apenas você pode fazer isso e espero de todo coração que o faça.

Vanessa Oliveira

sábado, 17 de outubro de 2015

Nostalgia

Com a correria do dia a dia é um pouco difícil de notar o tempo passando, mas ele passa e passa rápido. Durante a nossa vida vivenciamos coisas que vão nos marcando, que sempre arrancam um pedacinho da gente e se perde no cotidiano corrido. Essas coisas que nos marcam tem vários nomes, algumas são músicas, cheiros, filmes, lugares, momentos... São elementos que nos fazem voltar no tempo em que eramos felizes e não sabíamos, elementos que nos formam como pessoa.

A imagem de uma moça chorando ao ouvir sua música favorita da adolescência nos deixa refletindo sobre como pode ser intenso o sentimento de nostalgia. É inexplicável e puro. Você quer tanto voltar naquele momento, nem que seja por um minuto, que sem perceber já está em lágrimas ou simplesmente sorrindo sem parar. 

A vida passa, são as lembranças que ficam para nunca esquecermos o que fomos e o que somos. Pare um pouco e avalie se você está aproveitando cada momento com intensidade e com paixão. Não deixe de valorizar o que realmente importa, o amanhã ainda não chegou, nem se quer existe.

Bruna Alves

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Os livros mais vendidos da história

Depois de fazer uma pesquisa em vários sites sobre o assunto, resolvemos fazer aqui uma seleção de alguns dos livros mais vendidos da história. Já aproveitando para homenagear o dia nacional da leitura, comemorado no dia 12 de outubro.


Estes são livros bem conhecidos e que vale a pena dar uma conferida!

Dom Quixote
Sinopse: Em 1605, há exatamente 400 anos, foi comercializada a primeira edição de 'Dom Quixote de la Mancha',obra-prima de Miguel de Cervantes, que marcou o início do romance moderno e o nascimento do 'mito quixotesco' ou a defesa dos mais elevados princípios morais.

O Conde de Monte Cristo
Sinopse: Um clássico da literatura, que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões e milhões de leitores há mais de 150 anos, ganha finalmente a edição brasileira que merece: em caixa com dois tomos, ilustrado com 170 gravuras de época e enriquecido por mais de 500 notas explicativas. O romance constrói um suspense atrás do outro, numa seqüência de peripécias de tirar o fôlego — traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças. Publicado originalmente na forma de folhetim entre 1844 e 1846, dois anos depois já circulava em diversas línguas sob a forma de livro, numa carreira vertiginosa que só encontra paralelo na saga de Os três mosqueteiros, outro best-seller de Alexandre Dumas.

O Pequeno Príncipe
Sinopse: Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente, reencontrando sua criança. 
À primeira vista, um livro para crianças. Na definição de Antoine Saint-Exupéry, seu autor, "um livro urgentíssimo para adultos", o que talvez explique a extraordinária sobrevivência literária de O Pequeno Príncipe. Publicado pela primeira vez em 1943 na Nova York em que foi escrito e, no ano seguinte, na França, a versão brasileira chegou às livrarias em 1952. 
Apesar da presença explícita de dois personagens e do registro de um diálogo entre o aviador e uma criança, diversos aspectos autobiográficos estão presentes nesta narrativa. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro". 

O Senhor dos Anéis
Sinopse: Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro. 
Continuação de O Hobbit e início da trilogia O Senhor do Anéis, o livro revela como surgiram os anéis mágicos e como um grupo de magos, elfos e outros seres se formou para impedir que o maligno Sauron dominasse toda a Terra Média. 
Adaptado para o cinema, O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel foi ganhador de 4 Oscars. 

Harry Potter e a Pedra Filosofal
Sinopse: 'Harry Potter e a Pedra Filosofal' conta a história de um menino que dorme embaixo de uma escada na casa dos tios. Quando ainda bebê, Harry teve sua casa invadida por um terrível bruxo responsável pelo assassinato de seus pais e é o único sobrevivente. Porém, Harry não sabe disso, e acha que é apenas um garoto normal que às vezes parece fazer coisas estranhas acontecerem. Entretanto, no dia de seu aniversário de 11 anos, Harry recebe uma visita inesperada e descobre que é um bruxo, assim como seus pais foram, e que está convidado a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Harry, então, vai para Hogwarts, onde irá aprender poções, feitiços e a jogar Quadribol, e se meter em aventurar que irão ensiná-lo sobre a vida.

Um Conto de Duas Cidades
Sinopse: Terno e violento. Essa adjetivação antagônica talvez dê conta do fulgor narrativo de Um conto de duas cidades. Repleto de aventura, romance e tragédia, o romance teve como inspiração a obra História da Revolução Francesa, publicada em 1837 pelo escritor, ensaísta e historiador escocês Thomas Carlyle (1795-1881). Longe de abandonar características dickensianas como o realismo e a forte tensão sentimental, incorpora contudo elementos que conferem a esta obra uma feliz singularidade dentro do legado do autor inglês. Deixando um pouco de lado a comicidade que costuma permear seus personagens - ela está, sim, presente no texto, mas em proporção diminuta se comparada a outros trabalhos -, Dickens embarca aqui em uma emocionante pintura da Revolução Francesa. A peculiaridade deste romance começa na condição indissociável da escrita de Charles Dickens: é obviamente com o olhar estrangeiro e não raro antagônico de um inglês que ele dá vazão à sua trama. No entanto, isso não o impede de ir ao fundo de questões fundamentais e de compor um quadro impressionante do que foi aquele período da história da França para os homens da época. O autor evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social e no impacto individual que aquele processo impingiu a pessoas de todas as camadas. O aristocrata, o burguês, o camponês, o malandro, o vagabundo. Estão todos ali. De um lado, encontramos personagens como o ex-prisioneiro da Bastilha, doutor Manette; Charles Darnay, o aristocrata que rompe com a família e com sua classe social; o senhor Lorry, a personificação do inglês sistemático e virtuoso; a senhora Defarge, face cruel e impiedosa das jacqueries; o enigmático Sidney Carton, aquele que confere à trama o que ela tem de mais romanesco e sem dúvida um dos grandes personagens da literatura inglesa. Todos eles de personalidades marcantes, na melhor tradição do romance folhetinesco. De outro lado, contrapõe-se a multidão: o povo miserável de Paris e de seus arrabaldes, ora animalizado na pobreza à qual os empurrou uma voraz aristocracia, ora plateia ensandecida do espetáculo dantesco de 'La Guillotine'. Acusado por vezes de abusar de certas cores melodramáticas, de jogos de acasos e coincidências quase impossíveis, Dickens não se exime aqui de tais 'delitos': ao contrário, ali estão eles, preciosos, conduzindo o leitor entre Paris e Londres, entre a felicidade e o patíbulo, evitando que se sinta vertigem ou repugnância enquanto se passeia na circularidade tenaz de seu enredo.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
Sinopse: ´Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado´, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Susana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.

Código da Vinci
Sinopse: Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. 
Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles viram suspeitos e em detetives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. 
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. 

Ela, a Feiticeira
Sinopse: Ela, a Feiticeira, publicado originalmente em 1887, é um best-seller escrito por Henry Rider Haggard, escritor vitoriano de aventuras e fantasia. O livro narra as aventuras de Leo Vincey e Horace Holly numa região inexplorada da África, onde encontram uma civilização perdida obediente a uma misteriosa feiticeira chamada Ela.
O livro tornou-se a obra mais popular de Haggard, tendo vendido mais de 83 milhões de cópias ao longo do tempo[carece de fontes], deixando para trás outro grande clássico de Haggard, as "As Minas do Rei Salomão".

O Sonho da Câmara Vermelha
Sinopse: O Sonho da Câmara Vermelha, é uma obra-prima da literatura chinesa e um dos Quatro Grandes Romances Clássicos da China. O livro foi escrito em meados do Século XVIII, durante a Dinastia Qing, e tem sua autoria atribuída a Cao Xueqin. Esta obra é reconhecida como o ponto mais alto dos romances clássicos chineses.
Acredita-se que o conteúdo da história seja semi-autobiográfica descrevendo o destino da própria família do escritor. Como o autor detalha no primeiro capítulo, o livro se destina a ser um memorial para as mulheres que ele conheceu em sua juventude: amigas, familiares e serviçais.